Nota de falecimento

cobertura_vermelha_weeping_de_grito_triste_da_fraldinha_de_boca-r100aa9c3128041ee89e577d0575a96e1_zfe0r_324

Figura: zazzle.com.br

Hoje nossa colônia amanheceu mais triste. O nosso mirmecolega Eduardo Diehl Fleig nos deixou na noite de ontem em seu apartamento em São Leopoldo-RS, aos 38 anos. Cedo demais considerando que tinha toda a vida pela frente e poderia ter contribuído ainda mais para nosso conhecimento sobre as formigas. O Duda era de linhagem real, filho da grande Elena Diehl-Fleig, e partiu nos deixando um legado científico extremamente importante, em especial à mirmecologia gaúcha.

De nossa parte fica toda a admiração e saudade, além dos votos de força e resignação aos familiares e amigos.

Por Rodrigo Feitosa no grupo do Formigas do Brasil no Facebook

 

 

Anúncios

Laboratório de Sistemática e Biologia de Formigas da UFPR lança website

feitosa.png

O Laboratório de Sistemática e Biologia de Formigas da UFPR, coordenado pelo Professor Dr. Rodrigo M. Feitosa, lançou recentemente sua página na web e no Facebook. Segundo Thiago S. R. Silva, doutorando e membro do laboratório (através de uma rede social), a ideia por trás do site é divulgar as linhas de pesquisas e projetos realizados no laboratório e aumentar a abrangência dos trabalhos desenvolvidos nele.
“Por apresentar ferramentas que poderão auxiliar projetos em diversas vertentes da mirmecologia, o site é um depositário de informações referentes à sistemática, curadoria e técnicas de amostragem. Para isso, disponibilizamos instrumentos que auxiliem colegas nas tarefas cotidianas executadas em um laboratório de mirmecologia, como modelos de etiquetas e protocolos para aplicação de técnicas de coleta. Dentre as ferramentas disponíveis, o site disponibiliza instruções para envio de material para identificação, listando todo o processo necessário desde a montagem do primeiro exemplar até o envio dos espécimes. Algumas seções da página ainda estão em construção e em breve estará disponível a versão mobile.” Descreveu Thiago.

O Laboratório ainda conta com uma página no Facebook onde serão disponibilizados links e notícias referentes à mirmecologia na forma de artigos, vídeos, etc.

Site: http://feitosalab.wix.com/lsbf
Facebook: http://www.facebook.com/labsbf/

Guia para Gêneros de Formigas do Brasil

formigas.jpg

A versão em pdf do Guia para Gêneros de Formigas do Brasil está disponível no site do PPBio INPA.

O livro (extremamente aguardado pela comunidade Mirmecológica) é fruto de uma parceria de vários pesquisadores provenientes de diversas instituições do Brasil e já é uma obra indispensável para aqueles que estudam as formigas brasileiras. É possível também conferir um pouco desta história em: https://www.facebook.com/groups/formigasdobrasil/permalink/925314674229914/

Guia para Gêneros de Formigas do Brasil – Baccaro et al. 2015. Acesse em: https://ppbio.inpa.gov.br/…/…/files/Guia_Formigas_2015_0.pdf

Coleções Entomológicas

colent

Embrapa Cerrados lança “Coleções Entomológicas”, obra que trata de diferentes técnicas de coleta das principais ordens de insetos e é indicada para estudantes, professores, pesquisadores e todos aqueles que se interessam pelo estudo dos insetos.

Disponível para download gratuito, saiba mais: http://goo.gl/22r0O6

Via: Facebook do ICMBio

Formigas do Alto Tietê

Olá a todos!

É com grande satisfação que venho anunciar a publicação do livro “Formigas do Alto-Tietê“.

Trata-se do primeiro livro sobre a fauna de formigas de uma região brasileira, contendo ilustrações e informações relevantes sobre a identificação, história natural e ecologia de mais de 200 espécies de formigas! Ou seja, embora a região abordada seja a Bacia Hidrográfica do Alto-Tietê, uma das mais diversas da Mata Atlântica brasileira, o livro é de grande interesse para mirmecólogos de qualquer região por seu caráter abrangente e informações que dizem respeito a toda a família Formicidae.

O volume é enriquecido por capítulos esclarecedores, escritos por alguns dos maiores especialistas brasileiros, sobre morfologia, sistemática e aspectos ecológicos das formigas.

Orientadores: eis um excelente livro para os alunos que estão ingressando na Mirmecologia em seus laboratórios, pois apresenta, em uma linguagem acessível e completa, vários aspectos da importância ecológica e da classificação de formigas. Uma bela leitura inicial para estagiários, alunos de iniciação científica, pós-graduandos e fonte de consulta segura para todos nós.

A boa notícia se completa com a informação de que o livro é de aquisição gratuita na versão em PDF, tornando-o ainda mais acessível. Aos interessados em uma cópia impressa (que está linda, por sinal!) também é possível fazer o pedido através do link que deixo aqui.

Finalmente, parabéns ao grande esforço da Profª. Maria Santina Morini e da Silvia Suguituru na compilação dos dados que ao longo de muitos anos de dedicação e trabalho culminaram nesta obra. Uma honra poder ter trabalhado ao lado de vocês na preparação deste livro, assim como ao lado do meu amigo Rogério Silva. Parabéns também a todos os grandes nomes que contribuíram com capítulos e discussões.

Boa leitura a todos!

Via Rodrigo Feitosa no grupo Formigas do Brasil

11043248_628126407319082_8895030882204320417_n

Resumo com as alterações taxonômicas recentes em formigas

O AntWiki apresenta um bom artigo com um resumo sobre as principais mudanças na taxonomia de formigas no ano de 2014.

Confira no link abaixo!!!

http://www.antwiki.org/wiki/Taxonomic_Changes_-_2014

Para os participantes do CFB este assunto será abordado no Formigas do Brasil.

Cientistas exploram microbiota de formigas em busca de novos fármacos

Não deixe de conferir as notícias da Agência FAPESP

Link da reportagem

11/07/2014

Por Karina Toledo

Projeto reúne pesquisadores da USP e de Harvard e foi aprovado na primeira chamada conjunta lançada pela FAPESP e pelo NIH (foto: Michael Poulsen/capa: Eduardo Afonso da Silva Jr.)

Projeto reúne pesquisadores da USP e de Harvard e foi aprovado na primeira chamada conjunta lançada pela FAPESP e pelo NIH (foto: Michael Poulsen/capa: Eduardo Afonso da Silva Jr.)

Agência FAPESP – Como os moradores de grandes cidades bem sabem, ambientes com grande aglomeração de indivíduos são favoráveis à disseminação de patógenos e, portanto, requerem cuidados para evitar doenças.

Se nós humanos podemos contar com vacinas, remédios e desinfetantes para nos proteger, os insetos sociais – como abelhas, formigas e cupins – também desenvolveram ao longo de milhares de anos de evolução suas próprias “armas químicas”, que agora começam a ser exploradas pela ciência.

“Uma das estratégias usadas por insetos que vivem em colônias é a associação com microrganismos simbiontes – na maioria das vezes bactérias – capazes de produzir compostos químicos com ação antibiótica e antifúngica”, contou Monica Tallarico Pupo, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da Universidade de São Paulo (USP).

Em um projeto recentemente aprovado na primeira chamada de propostas conjunta lançada pela FAPESP e pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, a equipe de Pupo vai se unir ao grupo de Jon Clardy, da Harvard University, para explorar a microbiota existente nos corpos de formigas brasileiras em busca de moléculas naturais que possam dar origem a novos fármacos.

“Vamos nos concentrar inicialmente nas espécies de formigas cortadeiras, como a saúva, pois são as que têm essa relação de simbiose mais bem descrita na literatura científica”, disse Pupo.

De acordo com a pesquisadora, as formigas cortadeiras se comportam como verdadeiras agricultoras, carregando pedaços de planta para o interior do ninho com o intuito de nutrir as culturas de fungos das quais se alimentam. “Isso cria um ambiente rico em nutrientes e suscetível ao ataque de microrganismos oportunistas. Para manter a saúde do formigueiro, é importante que tenham os simbiontes associados”, explicou Pupo.

Os pesquisadores sairão à caça de formigas em parques nacionais localizados em diferentes biomas brasileiros, como Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia e Caatinga. Também fará parte da área de coleta o Parque Estadual Vassununga, no município de Santa Rita do Passa Quatro (SP).

A meta do grupo é isolar cerca de 500 linhagens de bactérias por ano o que, estima-se, dê origem a cerca de 1.500 diferentes extratos. “O primeiro passo será coletar os insetos e fragmentos do ninho para análise em laboratório. Em seguida, vamos isolar as linhagens de bactérias existentes e usar métodos de morfologia e de sequenciamento de DNA para caracterizar os microrganismos”, contou Pupo.

Depois que as bactérias estiverem bem preservadas e catalogadas, acrescentou a pesquisadora, será possível cultivar as linhagens para, então, extrair o caldo de cultivo. “Nossa estimativa é que cada linhagem dê origem a três diferentes extratos, de acordo com o nutriente usado no cultivo e a técnica de extração escolhida”, disse.

Esses extratos serão testados in vitro para avaliar se são capazes de inibir o crescimento de fungos, células cancerígenas e de parasitas causadores de leishmanioses e doença de Chagas. Os mais promissores terão os princípios ativos isolados e estudados mais profundamente.

“Nesse tipo de pesquisa é comum ter redundância, ou seja, isolar compostos já conhecidos na literatura. Para agilizar a descoberta de novas substâncias ativas vamos usar ferramentas de desreplicação e de sequenciamento genômico”, disse Pupo.

Também farão parte da equipe o bacteriologista Cameron Currie (University of Wisconsin-Madison), Fabio Santos do Nascimento (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP), André Rodrigues (Universidade Estadual Paulista em Rio Claro), Adriano Defini Andricopulo (Instituto de Física de São Carlos, da USP), James E. Bradner (Harvard Medical School), Dana-Farber (Cancer Institute), Timothy Bugni (University of Wisconsin – Madison) e David Andes (University of Wisconsin – Madison).

A chamada Fapesp/NIH está vinculada ao programa International Biodiversity Cooperative Groups (ICBG), do qual o Brasil participa pela primeira vez.

Início

Segundo Pupo, o projeto colaborativo é uma ampliação do trabalho que vem sendo realizado no âmbito de um Auxílio Regular aprovado em meados de 2013, que também conta com a colaboração de Clardy e de Currie.

“Estamos estudando uma espécie de abelha [ Scaptotrigona depilis] e uma espécie de formiga [Atta sexdens] encontradas no campus da USP em Ribeirão Preto. Nesse caso, exploramos toda a microbiota dos insetos, tanto bactérias quanto fungos, e alguns compostos isolados estão apresentando potencial antibacteriano e antifúngico bastante acentuado”, contou.

O trabalho está sendo desenvolvido durante o doutorado de Eduardo Afonso da Silva Júnior eCamila Raquel Paludo – ambos com Bolsa da FAPESP. Também tem a participação da bolsista de Iniciação Científica Taise Tomie Hebihara Fukuda.