Coleções Entomológicas

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Embrapa Cerrados lança “Coleções Entomológicas”, obra que trata de diferentes técnicas de coleta das principais ordens de insetos e é indicada para estudantes, professores, pesquisadores e todos aqueles que se interessam pelo estudo dos insetos.

Disponível para download gratuito, saiba mais: http://goo.gl/22r0O6

Via: Facebook do ICMBio

Formigas do Alto Tietê

Olá a todos!

É com grande satisfação que venho anunciar a publicação do livro “Formigas do Alto-Tietê“.

Trata-se do primeiro livro sobre a fauna de formigas de uma região brasileira, contendo ilustrações e informações relevantes sobre a identificação, história natural e ecologia de mais de 200 espécies de formigas! Ou seja, embora a região abordada seja a Bacia Hidrográfica do Alto-Tietê, uma das mais diversas da Mata Atlântica brasileira, o livro é de grande interesse para mirmecólogos de qualquer região por seu caráter abrangente e informações que dizem respeito a toda a família Formicidae.

O volume é enriquecido por capítulos esclarecedores, escritos por alguns dos maiores especialistas brasileiros, sobre morfologia, sistemática e aspectos ecológicos das formigas.

Orientadores: eis um excelente livro para os alunos que estão ingressando na Mirmecologia em seus laboratórios, pois apresenta, em uma linguagem acessível e completa, vários aspectos da importância ecológica e da classificação de formigas. Uma bela leitura inicial para estagiários, alunos de iniciação científica, pós-graduandos e fonte de consulta segura para todos nós.

A boa notícia se completa com a informação de que o livro é de aquisição gratuita na versão em PDF, tornando-o ainda mais acessível. Aos interessados em uma cópia impressa (que está linda, por sinal!) também é possível fazer o pedido através do link que deixo aqui.

Finalmente, parabéns ao grande esforço da Profª. Maria Santina Morini e da Silvia Suguituru na compilação dos dados que ao longo de muitos anos de dedicação e trabalho culminaram nesta obra. Uma honra poder ter trabalhado ao lado de vocês na preparação deste livro, assim como ao lado do meu amigo Rogério Silva. Parabéns também a todos os grandes nomes que contribuíram com capítulos e discussões.

Boa leitura a todos!

Via Rodrigo Feitosa no grupo Formigas do Brasil

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Resumo com as alterações taxonômicas recentes em formigas

O AntWiki apresenta um bom artigo com um resumo sobre as principais mudanças na taxonomia de formigas no ano de 2014.

Confira no link abaixo!!!

http://www.antwiki.org/wiki/Taxonomic_Changes_-_2014

Para os participantes do CFB este assunto será abordado no Formigas do Brasil.

Cientistas exploram microbiota de formigas em busca de novos fármacos

Não deixe de conferir as notícias da Agência FAPESP

Link da reportagem

11/07/2014

Por Karina Toledo

Projeto reúne pesquisadores da USP e de Harvard e foi aprovado na primeira chamada conjunta lançada pela FAPESP e pelo NIH (foto: Michael Poulsen/capa: Eduardo Afonso da Silva Jr.)

Projeto reúne pesquisadores da USP e de Harvard e foi aprovado na primeira chamada conjunta lançada pela FAPESP e pelo NIH (foto: Michael Poulsen/capa: Eduardo Afonso da Silva Jr.)

Agência FAPESP – Como os moradores de grandes cidades bem sabem, ambientes com grande aglomeração de indivíduos são favoráveis à disseminação de patógenos e, portanto, requerem cuidados para evitar doenças.

Se nós humanos podemos contar com vacinas, remédios e desinfetantes para nos proteger, os insetos sociais – como abelhas, formigas e cupins – também desenvolveram ao longo de milhares de anos de evolução suas próprias “armas químicas”, que agora começam a ser exploradas pela ciência.

“Uma das estratégias usadas por insetos que vivem em colônias é a associação com microrganismos simbiontes – na maioria das vezes bactérias – capazes de produzir compostos químicos com ação antibiótica e antifúngica”, contou Monica Tallarico Pupo, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da Universidade de São Paulo (USP).

Em um projeto recentemente aprovado na primeira chamada de propostas conjunta lançada pela FAPESP e pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, a equipe de Pupo vai se unir ao grupo de Jon Clardy, da Harvard University, para explorar a microbiota existente nos corpos de formigas brasileiras em busca de moléculas naturais que possam dar origem a novos fármacos.

“Vamos nos concentrar inicialmente nas espécies de formigas cortadeiras, como a saúva, pois são as que têm essa relação de simbiose mais bem descrita na literatura científica”, disse Pupo.

De acordo com a pesquisadora, as formigas cortadeiras se comportam como verdadeiras agricultoras, carregando pedaços de planta para o interior do ninho com o intuito de nutrir as culturas de fungos das quais se alimentam. “Isso cria um ambiente rico em nutrientes e suscetível ao ataque de microrganismos oportunistas. Para manter a saúde do formigueiro, é importante que tenham os simbiontes associados”, explicou Pupo.

Os pesquisadores sairão à caça de formigas em parques nacionais localizados em diferentes biomas brasileiros, como Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia e Caatinga. Também fará parte da área de coleta o Parque Estadual Vassununga, no município de Santa Rita do Passa Quatro (SP).

A meta do grupo é isolar cerca de 500 linhagens de bactérias por ano o que, estima-se, dê origem a cerca de 1.500 diferentes extratos. “O primeiro passo será coletar os insetos e fragmentos do ninho para análise em laboratório. Em seguida, vamos isolar as linhagens de bactérias existentes e usar métodos de morfologia e de sequenciamento de DNA para caracterizar os microrganismos”, contou Pupo.

Depois que as bactérias estiverem bem preservadas e catalogadas, acrescentou a pesquisadora, será possível cultivar as linhagens para, então, extrair o caldo de cultivo. “Nossa estimativa é que cada linhagem dê origem a três diferentes extratos, de acordo com o nutriente usado no cultivo e a técnica de extração escolhida”, disse.

Esses extratos serão testados in vitro para avaliar se são capazes de inibir o crescimento de fungos, células cancerígenas e de parasitas causadores de leishmanioses e doença de Chagas. Os mais promissores terão os princípios ativos isolados e estudados mais profundamente.

“Nesse tipo de pesquisa é comum ter redundância, ou seja, isolar compostos já conhecidos na literatura. Para agilizar a descoberta de novas substâncias ativas vamos usar ferramentas de desreplicação e de sequenciamento genômico”, disse Pupo.

Também farão parte da equipe o bacteriologista Cameron Currie (University of Wisconsin-Madison), Fabio Santos do Nascimento (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP), André Rodrigues (Universidade Estadual Paulista em Rio Claro), Adriano Defini Andricopulo (Instituto de Física de São Carlos, da USP), James E. Bradner (Harvard Medical School), Dana-Farber (Cancer Institute), Timothy Bugni (University of Wisconsin – Madison) e David Andes (University of Wisconsin – Madison).

A chamada Fapesp/NIH está vinculada ao programa International Biodiversity Cooperative Groups (ICBG), do qual o Brasil participa pela primeira vez.

Início

Segundo Pupo, o projeto colaborativo é uma ampliação do trabalho que vem sendo realizado no âmbito de um Auxílio Regular aprovado em meados de 2013, que também conta com a colaboração de Clardy e de Currie.

“Estamos estudando uma espécie de abelha [ Scaptotrigona depilis] e uma espécie de formiga [Atta sexdens] encontradas no campus da USP em Ribeirão Preto. Nesse caso, exploramos toda a microbiota dos insetos, tanto bactérias quanto fungos, e alguns compostos isolados estão apresentando potencial antibacteriano e antifúngico bastante acentuado”, contou.

O trabalho está sendo desenvolvido durante o doutorado de Eduardo Afonso da Silva Júnior eCamila Raquel Paludo – ambos com Bolsa da FAPESP. Também tem a participação da bolsista de Iniciação Científica Taise Tomie Hebihara Fukuda.

Novidades na Taxonomia de Formigas

Via: Formigas do Brasil

Caros mirmecólogos,

O ano de 2014 está se mostrando um divisor de águas para a taxonomia de formigas. Além dos novos gêneros descritos e já divulgados aqui, duas propostas recentes alteram drasticamente a classificação de táxons tradicionais de formigas, com grande impacto para todos os que atuam na área.

Brady et. al. (2014) recentemente apresentaram uma abrangente filogenia molecular sobre as formigas dorilomorfas e, com base nos resultados, propuseram uma extensa sinonímia de subfamílias neste complexo. As subfamílias que até então reconhecíamos como Cerapachyinae, Ecitoninae e Leptanilloidinae deixam de ser válidas e passam a ser sinônimos de Dorylinae.

Hoje, finalmente, foi publicado o tão esperado trabalho de Schmidt & Shattuck com a reclassificação da subfamília Ponerinae. O principal impacto deste trabalho diz respeito ao desmembramento do gênero Pachycondyla, há muito anunciado e aguardado. As formigas que chamávamos por este nome aqui no Brasil passam a ser representadas por cinco gêneros: Pachycondyla, Mayaponera, Neoponera, Pseudoponera e Rasopone.

A série de alterações na classificação de formigas deve seguir neste ano com a publicação (assim espero!) dos resultados do meu trabalho de Doutorado, no qual proponho que a subfamília Heteroponerinae seja sinonimizada sob Ectatomminae. Assim, em 2014, quatro subfamílias deixam de ser válidas para a mirmecofauna brasileira e, até o momento, seis novos gêneros são adicionados.

Sei que para os colegas de outras áreas que estão finalizando artigos, dissertações e teses estas notícias podem soar desesperadoras. Quem já foi meu aluno em disciplinas, cursos ou palestras sabe que eu costumo encerrar as aulas dizendo que o meu é provavelmente o curso mais ingrato a ser oferecido em mirmecologia, pois momentos após a última aula, o curso normalmente já está desatualizado! Essa realidade nunca foi tão verdadeira! Ainda assim, é com prazer que divido com vocês uma impressão que tenho sobre o atual cenário taxonômico da mirmecologia do Brasil. Nunca tivemos tantos alunos trabalhando em taxonomia de formigas como na geração atual! Mais que alunos, os estudantes a que me refiro pertencem a uma geração extremamente talentosa e que deve contribuir de uma forma sem precedentes para o conhecimento taxonômico das formigas brasileiras e do mundo, obviamente. São mais pesquisadores com os quais os colegas poderão contar para melhorar a qualidade e precisão de suas identificações.

Essa é a dinâmica da sistemática, senhores. À medida em que as ferramentas de análise evoluem e o conhecimento taxonômico se acumula, novas propostas de classificação surgem, cada vez mais estáveis e precisas, contribuindo para a qualidade das inferências feitas em todas as áreas do conhecimento científico. Essa é a nossa missão!

Perdão pela postagem ridiculamente longa! Como dica final para quem quer passar a conhecer as nossas formigas já sob o prisma desta nova classificação taxonômica: Curso Formigas do Brasil 2014! 

Abraços!

Rodrigo Feitosa

Oficial: Inscrições do CFB 2014 abertas

Olá pessoal,

O período de inscrições para o Formigas do Brasil 2014 – Edição Cerrado está aberto. Acessem as informações sobre a edição 2014 e o formulário de inscrição neste link:https://formigasdobrasil.com/cfb/edicao-2014/

Abraço e até Uberlândia!

Fernando, Carla, Rodrigo e Heraldo

Pesquisadora do Formigas do Brasil faz estudo com formigas que avalia a recuperação da Mata Atlântica

Texto publicado originalmente em: agencia.fapesp.br/18753

Estudo com formigas avalia recuperação da Mata Atlântica

14/03/2014

Por Ivonete Lucirio

Insetos são considerados biomarcadores da saúde de um ecossistema; análise em áreas anteriormente ocupadas por eucaliptos foi realizada por pesquisadores da UMC (foto: Silvia Sayuri Suguituru)

Insetos são considerados biomarcadores da saúde de um ecossistema; análise em áreas anteriormente ocupadas por eucaliptos foi realizada por pesquisadores da UMC (foto: Silvia Sayuri Suguituru)

Agência FAPESP – Uma forma de verificar a saúde de um ecossistema é avaliar a variedade de espécies que nele vivem. Pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) valeram-se dessa premissa ao quantificar espécies de formigas de serapilheira em uma região entre as Bacias Hidrográficas do Alto Tietê e do Rio Itatinga, na cidade de Mogi das Cruzes, na divisa com Bertioga (SP).

Serapilheira é uma camada que mistura fragmentos de folhas, galhos e outros materiais orgânicos em decomposição, que fica sobre o solo das matas, formando húmus. O material abriga um rico ecossistema, composto por uma grande variedade de artrópodes, fungos e bactérias. Muitas espécies de formigas que constroem ninhos no solo visitam a região da serapilheira para coletar alimentos.

Ao contrário de formigas generalistas – como é o caso da maioria encontrada em ambientes urbanos –, as que vivem na serapilheira são em geral mais especialistas. Na serapilheira de florestas sem a interferência do homem, ocorrem diversas interações ecológicas que possibilitam a existência de outros pequenos animais que servem de alimento para as formigas.

No caso do estudo “Estrutura das comunidades de formigas de serapilheira em cultivo extensivo da Eucalyptus grandis dunnil Maiden, em áreas de Mata Atlântica”, coordenado por Maria Santina de Castro Morini, da UMC, as formigas de serapilheira foram usadas como um marcador biológico para verificar a capacidade de recuperação de áreas uma vez cobertas por Mata Atlântica nativa.

Na região escolhida para a análise foram pesquisados três tipos de ambientes: áreas em que a Mata Atlântica foi retirada para a plantação de eucaliptos, ainda em atividade; áreas em que o plantio foi desativado entre 28 e 30 anos atrás por pressões conservacionistas ou dificuldade de manejo; e unidades de conservação (UC) com mata nativa.

Nas áreas nunca desmatadas, foi possível encontrar, por metro quadrado, cerca de 25 espécies de formigas de serapilheira – do total de mais de 200 existentes. Nas florestas de eucaliptos, por outro lado, o número não passou de cinco por metro quadrado. “Essa diferença se dá por vários fatores, mas principalmente porque as folhas de eucalipto se decompõem mais lentamente e têm altos teores de tanino, que é tóxico para muitos organismos que servem de alimento para as formigas”, disse Morini, professora do curso de Ciências Biológicas da UMC.

Já em regiões onde a plantação foi desativada há cerca de 30 anos e a Mata Atlântica voltou a ocupar espaço, a média encontrada foi de 18 espécies por metro quadrado – sinal de que a mata foi capaz de se recuperar, assim como a fauna da região. A pesquisadora escolheu estudar regiões em que a plantação estava desativada havia cerca de 30 anos – ehavia várias delas -, permitindo a obtenção de dados mais seguros (por serem coletados em mais de uma área).

Para fazer a contagem, Morini trabalhou de julho de 2010 a julho de 2013 especialmente na região da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. Seu grupo de pesquisadores demarcava áreas de um metro quadrado de serapilheira – fosse em área de plantação de eucalipto, mata nativa ou plantação abandonada – e levava o material para o laboratório, onde as formigas eram contadas. Para cada área estudada foram retiradas seis amostras, totalizando 120 amostras de serapilheira.

Morini trabalhou em sintonia com um grupo de pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) durante a realização dos projetos “Riqueza e diversidade de Hymenoptera e Isoptera ao longo de um gradiente latitudinal de Mata Atlântica – a floresta pluvial do leste do Brasil” e “Biodiversity of Isoptera and Hymenoptera”, sob a coordenação dos professores Carlos Roberto Ferreira Brandão e Eliana Cancello. “Toda a metodologia que usei foi discutida para que os resultados pudessem ser comparados. Eu participava das reuniões para aprender o desenho amostral e as técnicas de coleta que seriam usadas no projeto deles e assim fazer no meu”, contou Morini.

Estudo sobre a microbiota

Em outro trabalho, intitulado “Diversidade de bactérias e de invertebrados e sua influência sobre a estrutura das comunidades de formigas de serapilheira em áreas de Mata Atlântica”, realizado também entre 2010 e 2013, a pesquisadora avaliou a diversidade de bactérias e de invertebrados e sua influência sobre a estrutura das comunidades de formigas.

A Mata Atlântica na região do Alto Tietê é protegida em áreas de barragens, unidades de conservação (UCs) e propriedades particulares. A pesquisa foi feita em fragmentos dessas áreas buscando avaliar o número de fungos e bactérias das amostras.

As áreas de floresta protegidas pelos órgãos públicos responsáveis pelas barragens e em propriedades particulares que valorizam o conservacionismo têm diversidade similar às UCs – indicando, segundo a pesquisadora, a importância dos fragmentos das barragens e das propriedades particulares para a proteção da biodiversidade da Mata Atlântica. “Minha pesquisa mostra que não apenas as UCs são importantes para o Alto Tietê, mas também as demais áreas; é preciso criar incentivos para que elas não sejam desflorestadas”, diz Morini.

A microbiota, por meio da decomposição do material orgânico, possibilita a existência de outros invertebrados (acarinas e colêmbolos, por exemplo) que servem de alimento para as formigas. É de se esperar que onde há mais microrganismos também existam mais espécies de formigas. A comprovação da hipótese, no entanto, ainda precisa ser feita.

“Ainda não podemos afirmar nada sobre a associação da microbiota e a riqueza de formigas. Esperamos fechar em breve o modelo que foi proposto no projeto”, disse Morini à Agência FAPESP.

Os resultados das duas pesquisas coordenadas por Morini devem ser publicados até o fim deste ano. “Por enquanto, estamos preparando um manuscrito para a Biological Conservation”, disse Morini.

Resultados parciais já renderam publicações como: Undecomposed twigs in the leaf litter as nest-building resources for ants (Hymenoptera: Formicidae) in areas of the Atlantic Forest in the southeastern region of Brazil, de Morini e outros, que pode ser lido na Psyche;Characterization of ant communities (Hymenoptera: Formicidae) in twigs in the leaf litter of the Atlantic Rainforest and eucalyptus trees in the southeast region of Brazil, de Morini e outros, que também está disponível na Psyche; e Occurrence and natural history of Myrmelachista Roger (Formicidae: Formicinae) in the Atlantic Forest of southeastern Brazil, de Morini e outros, publicado na Revista Chilena de Historia Natural.

Imagens

Durante suas pesquisas, Morini fotografou em laboratório e catalogou 235 espécies de formigas que vivem no Alto Tietê, no âmbito do projeto “Coleção biológica da fauna de formigas do Alto Tietê: organização de um acervo fotográfico”.

O resultado poderá ser visto em um catálogo com previsão de publicação para abril de 2014. Além das fotos, haverá textos contextualizando o ambiente em que essas formigas vivem, escritos por vários colaboradores, como Ramon Luciano de Melo, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), e Jacques Delabie, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

A publicação abordará as coleções biológicas e a conservação da biodiversidade. O catálogo está sendo organizado por Morini; Silvia Sayuri Suguituru, também da UMC; Rodrigo Feitosa, da Universidade Federal do Paraná (UFPR); e Rogério Rosa Silva, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi. “Quero mostrar para todos, não apenas para os estudiosos, que a formiga é bonita morfologicamente. Ela não é uma praga e ajuda a área de mata. Com essa conscientização, espero que a sociedade ajude a protegê-las também”, diz Morini.

Morini estuda as formigas de serapilheira há mais de uma década e parte das conclusões a que chegou por meio de outros projetos também está no livro Serra do Itapeti: aspectos históricos, sociais e naturalísticos (Canal 6 Editora), organizado por ela e por Vitor Fernandes Oliveira de Miranda, e lançado em 2012.

Os 1.500 exemplares da obra foram distribuídos gratuitamente a instituições de ensino do Alto Tietê e ONGs. Está disponível para download em www.canal6.com.br/site/download. O livro ajuda a fomentar novas discussões sobre o assunto. De acordo com a pesquisadora, os dados sobre biodiversidade que a obra traz estão sendo usados para a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra do Itapeti, na região de Mogi das Cruzes.